Todos iguais... e tão diferentes...
No nosso dia a dia somos confrontados com comportamentos humanos, que não só nos indignam, como a sua própria existência nos deixa perplexos.
Pela comunicação social tomamos frequentemente conhecimento de actos brutais, por vezes de uma crueldade indescritível, que coloca os humanos, pelo menos uma parte deles, no patamar mais baixo entre os animais.
O nosso quotidiano é espectador de todas as formas de egoísmo, em muitos dos casos de tal maneira gratuitas, que não podem passar de irracionais. Porquê alguns humanos têm de estar sempre competindo entre si, por situações justificáveis ou não, utilizando para tal o que os seus instintos têm de mais negativo “Eu quero, o resto que se lixe”.
Também nestes humanos a solidariedade humana dá lugar à curiosidade mórbida de ver o sofrimento dos outros, como se isso apaziguasse qualquer apetite secreto, ou ainda o alheamento voluntário em relação ao seu semelhante que eventualmente possa estar numa situação desesperada. “Ele que se lixe, quero lá saber”.
E quando estes humanos, fazem uso das tecnologias, usam-nas na mesma forma de como se comportam, isto é irracionalmente. Um dos resultados é a “incompreensível” sinistralidade automóvel que todos conhecemos.
A comunicabilidade é quase inexistente, eles só vivem para o seu egoísmo. Fechados no seu mundo de cupidez, todos os outros são potenciais inimigos. Vivem anos lado a lado com os seus vizinhos e nunca lhes deram as boas tardes ou as boas noites, pois isso era no entender deles, não uma mera rotina de boa educação, mas sim o permitir alguma cumplicidade que eles não querem.
Reflectindo sobre a sociedade em que vivemos, onde fisicamente todos somos iguais, e aparentamos um intelecto semelhante, pergunto; como é possível uns serem tão pouco evoluídos em relação aos outros?
Será que contrariamente ao que os paleontólogos afirmam, o Homem de Neandertal, mais atrasado evolutivamente que o Homo sapiens sapiens, não se extinguiu e perpetuou-se conjuntamente com este, vivendo em conjunto com as suas diferenças evolutivas?
Com a veracidade ou não desta hipótese, procurei sucintamente, tentar compreender o mecanismo evolutivo causador destas disparidades de comportamento, que passo a expor.
O instinto é o comportamento espontâneo, inato, inconsciente, irracional, próprio do homem e dos animais, que actua independentemente de aprendizado.
É uma espécie de inteligência rudimentar, sem raciocínio, que dirige os seres vivos nas suas acções, à revelia da sua vontade, e que reage com actos tendentes a conservar a vida individual e a perpetuar a espécie
O instinto e a inteligência muitas vezes se confundem. Mas, muito bem se podem distinguir os actos que decorrem do instinto dos que são da inteligência.
Exagerando as necessidades, o humano afasta-se da simplicidade e estrutura o mecanismo de instinto de posse e, com o instinto de posse, cria os reflexos do egoísmo, do orgulho, da vaidade e do medo.
A sobreexcitação dos instintos materiais, abafa, por assim dizer, o senso moral, como o desenvolvimento do senso moral enfraquece pouco a pouco as faculdades puramente animais.
Sendo a inteligência a faculdade que permite a adaptação e o domínio de novas situações, manifestando-se na compreensão, aplicação, interpretação e estabelecimento de relações e de conexões que tenham sentido, a razão é a faculdade de distinguir o verdadeiro do falso, o bem do mal
O instinto é condicionado pela conduta racional e pelas experiências vividas.
A sobreexcitação do instinto pessoal por vezes é contagiosa levando à sobreexcitação do colectivo, transformando as massas em grupos de actuação alucinante, primando por total uma ausência da razão.
Com a utilização da razão aparecem as qualidades morais que no indivíduo constituem, a honra, a bondade, a integridade de carácter, a sobreposição do interesse colectivo ao egoísmo subjectivo.
Como consequência das qualidades morais, manifesta-se a sensibilidade , faculdade de sentir ou experimentar prazer e dor, sensações e sentimentos.
Os sentimentos provocam o amor e o afecto, e estes dão origem à emoção que por sua vez leva à comoção, o sentir mais nobre do homem.
Em suma, o homem é uma soma de instintos, que o caracterizam como animal, e razão, que o distingue das demais criaturas. O que se requer é equilíbrio, harmonia entre os dois factores, e a racionalidade deve preponderar sobre instintos que se tenham tornado dispensáveis e que precisem ser dominados. Se não fosse a racionalidade, possivelmente, o homem já estaria extinto..
A razão tem avanços e retrocessos, dependendo de como geração é educada pela que a precedeu, mas é preciso que nunca decline a ponto de ser ofuscada pelos instintos.
Termino deixando em aberto, ao leitor deste post, a justificação sobre os porquês do comportamento tão instintivo de alguns humanos.
Pela comunicação social tomamos frequentemente conhecimento de actos brutais, por vezes de uma crueldade indescritível, que coloca os humanos, pelo menos uma parte deles, no patamar mais baixo entre os animais.
O nosso quotidiano é espectador de todas as formas de egoísmo, em muitos dos casos de tal maneira gratuitas, que não podem passar de irracionais. Porquê alguns humanos têm de estar sempre competindo entre si, por situações justificáveis ou não, utilizando para tal o que os seus instintos têm de mais negativo “Eu quero, o resto que se lixe”.
Também nestes humanos a solidariedade humana dá lugar à curiosidade mórbida de ver o sofrimento dos outros, como se isso apaziguasse qualquer apetite secreto, ou ainda o alheamento voluntário em relação ao seu semelhante que eventualmente possa estar numa situação desesperada. “Ele que se lixe, quero lá saber”.
E quando estes humanos, fazem uso das tecnologias, usam-nas na mesma forma de como se comportam, isto é irracionalmente. Um dos resultados é a “incompreensível” sinistralidade automóvel que todos conhecemos.
A comunicabilidade é quase inexistente, eles só vivem para o seu egoísmo. Fechados no seu mundo de cupidez, todos os outros são potenciais inimigos. Vivem anos lado a lado com os seus vizinhos e nunca lhes deram as boas tardes ou as boas noites, pois isso era no entender deles, não uma mera rotina de boa educação, mas sim o permitir alguma cumplicidade que eles não querem.
Reflectindo sobre a sociedade em que vivemos, onde fisicamente todos somos iguais, e aparentamos um intelecto semelhante, pergunto; como é possível uns serem tão pouco evoluídos em relação aos outros?
Será que contrariamente ao que os paleontólogos afirmam, o Homem de Neandertal, mais atrasado evolutivamente que o Homo sapiens sapiens, não se extinguiu e perpetuou-se conjuntamente com este, vivendo em conjunto com as suas diferenças evolutivas?
Com a veracidade ou não desta hipótese, procurei sucintamente, tentar compreender o mecanismo evolutivo causador destas disparidades de comportamento, que passo a expor.
O instinto é o comportamento espontâneo, inato, inconsciente, irracional, próprio do homem e dos animais, que actua independentemente de aprendizado.
É uma espécie de inteligência rudimentar, sem raciocínio, que dirige os seres vivos nas suas acções, à revelia da sua vontade, e que reage com actos tendentes a conservar a vida individual e a perpetuar a espécie
O instinto e a inteligência muitas vezes se confundem. Mas, muito bem se podem distinguir os actos que decorrem do instinto dos que são da inteligência.
Exagerando as necessidades, o humano afasta-se da simplicidade e estrutura o mecanismo de instinto de posse e, com o instinto de posse, cria os reflexos do egoísmo, do orgulho, da vaidade e do medo.
A sobreexcitação dos instintos materiais, abafa, por assim dizer, o senso moral, como o desenvolvimento do senso moral enfraquece pouco a pouco as faculdades puramente animais.
Sendo a inteligência a faculdade que permite a adaptação e o domínio de novas situações, manifestando-se na compreensão, aplicação, interpretação e estabelecimento de relações e de conexões que tenham sentido, a razão é a faculdade de distinguir o verdadeiro do falso, o bem do mal
O instinto é condicionado pela conduta racional e pelas experiências vividas.
A sobreexcitação do instinto pessoal por vezes é contagiosa levando à sobreexcitação do colectivo, transformando as massas em grupos de actuação alucinante, primando por total uma ausência da razão.
Com a utilização da razão aparecem as qualidades morais que no indivíduo constituem, a honra, a bondade, a integridade de carácter, a sobreposição do interesse colectivo ao egoísmo subjectivo.
Como consequência das qualidades morais, manifesta-se a sensibilidade , faculdade de sentir ou experimentar prazer e dor, sensações e sentimentos.
Os sentimentos provocam o amor e o afecto, e estes dão origem à emoção que por sua vez leva à comoção, o sentir mais nobre do homem.
Em suma, o homem é uma soma de instintos, que o caracterizam como animal, e razão, que o distingue das demais criaturas. O que se requer é equilíbrio, harmonia entre os dois factores, e a racionalidade deve preponderar sobre instintos que se tenham tornado dispensáveis e que precisem ser dominados. Se não fosse a racionalidade, possivelmente, o homem já estaria extinto..
A razão tem avanços e retrocessos, dependendo de como geração é educada pela que a precedeu, mas é preciso que nunca decline a ponto de ser ofuscada pelos instintos.
Termino deixando em aberto, ao leitor deste post, a justificação sobre os porquês do comportamento tão instintivo de alguns humanos.
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