segunda-feira, agosto 30, 2004

Finito ou Infinito eis a questão

Em 1929, Edwin Hubble afirmava que as galáxias se afastavam indefinidamente com velocidades constantes e proporcionais às suas distâncias. Nascia a teoria da expansão do Universo.
Se, segundo Hubble, o Universo está em expansão é porque, no passado, as galáxias estariam mais perto umas das outras.

Se invertermos a expansão, e entrarmos em retracção, conclui-se que essas galáxias se encontravam localizadas no mesmo ponto do espaço, ponto esse muito pequeno conhecido como uma "singularidade" de densidade e temperaturas infinitas.É esse acontecimento, origem do espaço e do tempo, que é designado por Big Bang ou Explosão Primordial.
O Big Bang representa o ínicio do próprio espaço-tempo. Não existe tempo antes do Big Bang, pois o tempo começou com esse evento.

Para uma grande parte do mundo científico nascia a teoria irrefutável do príncipio do Universo, que teria ocorrido há 15 biliões de anos, recorrendo aos cálculos da própria expansão, quando ocorreu o Big Bang.
Esta teoria é muito interessante, mas quanto a mim, não passa de um paradoxo. Não existe semi infinito. Não é possível criar uma coisa infinita. O infinito pressupoe não ter criação. Se o Big Bang é tomado como ponto de partida (o criado) para o Universo e este crescer (expandir) indefinidamente temos uma situação de ser infinita o que não é possível.

Ou o Big Bang não é o começo de tudo mas somente uma etapa de passagem do infinito ou, é realmente tão somente a origem do nosso Universo e este tem de ser finito.
O homem não pode definir ou quantificar o infinito, pois ele próprio pertence ao infinito. O homem para definir ou quantificar uma coisa tem de ser alheio a ela, pois o definir ou quantificar é estabelecer uma relação com ele próprio.

O homem não admite outro padrão para tudo o que existe, que não seja ele próprio.
Limitado como é, tudo o que o seu universo comporta terá também de ser limitado.

5 Comments:

Blogger chemistry said...

O homem vive à sua imagem, não há que saber, o Big Bang já era.
Um bocado díficil o seu texto, não estou habituado a este género de textos na net.
Parabéns

9:55 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Exactamente, concordo plenamente. Muito bem exposto.
Jp

6:16 da tarde  
Blogger stillforty said...

O homem só consegue mesmo fazer tudo ou imaginar à sua própria imagem.

7:05 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

parece-me assutador imaginar o infinito. mesmo quando inventamos Deus, humanizamo-lo, criamo-lo a nossa imagem e semelhanca: vingativo, humorado, capaz de amar. e apenas natural, incapazes que somos de conceber algo que nos ultrapassa em essencia, em capacidade de apreensao. que nos esteja vedada a nocao de infinito, como esta a de vacuo ou a de nao-tempo. podemos ate perceber a logica do argumento. mas nao alcancamos a pele, a carne, o cheiro. o mesmo e dizer que nao podemos provar a nos proprios a verdade desse argumento.
excelente texto.
Susana

4:24 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

parece-me assutador imaginar o infinito. mesmo quando inventamos Deus, humanizamo-lo, criamo-lo a nossa imagem e semelhanca: vingativo, humorado, capaz de amar. e apenas natural, incapazes que somos de conceber algo que nos ultrapassa em essencia, em capacidade de apreensao. que nos esteja vedada a nocao de infinito, como esta a de vacuo ou a de nao-tempo. podemos ate perceber a logica do argumento. mas nao alcancamos a pele, a carne, o cheiro. o mesmo e dizer que nao podemos provar a nos proprios a verdade desse argumento.
excelente texto.
Susana

4:24 da tarde  

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